Sino dos ventos

sexta-feira, 22 de junho de 2012


Nego-me a me submeter ao medo que me tira a alegria de minha liberdade, que não me deixa arriscar nada, que me torna pequena e mesquinha, que me amarra, que não me deixa ser direta e franca, que me persegue, que ocupa negativamente minha imaginação, que sempre pinta visões sombrias. No entanto não quero levantar barricadas por medo do medo. Eu quero viver, e não quero encerrar-me. Não quero ser amigável por ter medo de ser sincera. Quero pisar firme porque estou segura e não para encobrir meu medo. E, quando me calo, quero fazê-lo por amor e não por temer as consequências de minhas palavras. Não quero acreditar em algo só pelo medo de não acreditar. Não quero filosofar por medo que algo possa atingir-me de perto. Não quero dobrar-me só porque tenho medo de não ser amável. Não quero impor algo aos outros pelo medo de que possam impor algo a mim; por medo de errar, não quero tornar-me inativa. Não quero fugir de volta para o velho, o inaceitável, por medo de não me sentir segura novamente. Não quero fazer-me de importante porque tenho medo de que senão poderia ser ignorada. Por amor, quero fazer o que faço e deixar de fazer o que deixo de fazer. Do medo quero arrancar o domínio e dá-lo ao amor.

E creio no reino que existe em mim.

)O(


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